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Bombeiros reiniciam buscas a quatro vítimas em Angra dos Reis: uma no Morro da Carioca e três na Enseada do Bananal

Posted by victorsxavier em janeiro 5, 2010

Bombeiros reiniciaram na manhã desta terça-feira as buscas ao corpo de uma menina, de 11 anos, que ainda estaria sobre os escombros no Morro da Carioca, em Angra dos Reis. Alessandra de Carvalho morava em Rio Claro e estava com a mãe e sete irmãos em uma festa de réveillon na comunidade quando houve a avalanche que matou 21 pessoas somente nesta região. Da família, apenas dois irmãos conseguiram escapar. As buscas na Enseada do Bananal, onde ainda há três pessoas desaparecidas, também foram retomadas. Até agora, 50 corpos de pessoas que morreram na madrugada do dia 1º já foram encontrados .

Segundo o secretário de Saúde e Defesa Civil do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes, logo no início do dia mergulhadores do corpo de bombeiros fizeram novas buscas perto da praia da Enseada do Bananal, onde as duas turistas de São Paulo desapareceram. Além disso, dois helicópteros e duas lanchas também estão fazendo buscas junto ao mar.

– Estamos com uma nova máquina que chegou ontem a Ilha Grande – que é um rompedor, um quebra-pedra – que está numa outra região, onde ainda temos uma moradora da ilha desaparecida. Vamos continuar incessantemente buscando esses corpos – afirmou Côrtes, em entrevista ao programa “CBN Rio”

De acordo com Côrtes, a Ampla fez um trabalho intenso na região nesta segunda para restabelecer a energia. O fornecimento na Enseada do Bananal e em outras praias ainda está interrompido.

– Como ali é um ramal, você tem diversas praias sem luz. Isso gera um transtorno. Já são seis dias sem luz. Você não consegue guardar uma comida, um alimento, tudo tem que vir do continente – explicou Côrtes.

Ainda nesta manhã está previsto o reinício da demolição de cerca de 100 casas que estão em área de risco na região. Nos últimos dois dias, dez casas foram derrubadas. Ao contrário desta segunda, quando as ruas ficaram tomadas de moradores fazendo mudanças para desocupar os imóveis, poucas pessoas chegaram à comunidade para retirar os seus últimos objetos e móveis.

Angra dos Reis e Paraty têm hoje cerca de 70 áreas com risco de deslizamentos ou alagamentos . Segundo uma estimativa feita pelo vice-governador e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, Angra tem aproximadamente 40 pontos com possibilidade de deslizamentos. Desse total, 25 estão no centro da cidade e outros 15, nas ilhas localizadas dentro dos limites do município.

Nas chuvas deste ano houve deslizamentos em 11 encostas da cidade. Para Pezão, a situação em Angra é muito preocupante:

” Se chover mais, vamos ficar contando mortes. É preciso retirar as famílias das encostas e indenizá-las “

– O quadro é muito triste e preocupante. Se nós tivermos mais chuvas ali (Angra) será preocupante, principalmente no Centro de Angra. Se chover mais, vamos ficar contando mortes. É preciso retirar as famílias das encostas e indenizá-las.

O prefeito de Angra, Tuca Jordão, assinou decreto proibindo novas construções ou acréscimos em 15 morros do centro da cidade. Segundo ele, a medida valerá até que a equipe da Geo-Rio termine o levantamento das áreas de risco.

Favela terá muro de contenção

Em todo o município de Angra, cerca de 500 casas deverão ser demolidas. A prefeitura ainda não fechou a conta, mas acredita que serão necessários até R$ 250 milhões para reconstruir a cidade. Jordão anunciou a construção de 550 unidades habitacionais em dois outros morros de Angra. No Morro da Carioca, a previsão é que sejam construídos dois prédios para 35 famílias cada, na área mais baixa da encosta, onde casas também serão demolidas. Para viabilizar o projeto, será feito um muro de contenção, para amortecer possíveis novos deslizamentos.

O vice-governador Pezão informou ainda que vai se reunir nesta terça-feira com os seis prefeitos das cidades da Baixada, que foram atingidas pelas chuvas, e com o prefeito de Angra. Eles vão elaborar um documento com todos os prejuízos causados pelas chuvas e apresentar a conta ao presidente Lula, no dia 13, em Brasília.

O secretário de Meio Ambiente de Angra, Marco Aurélio Vargas, disse que os desabrigados receberão aluguel social de até R$ 510 . Ele acrescentou que o governo federal garantiu a verba, mas que, até que o dinheiro seja liberado, pagará os alugueis. Nesta segunda-feira mesmo começou o cadastramento das famílias.

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