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Natasha insistiu, mas Yumi não a deixou dormir no chão: ‘Daria tudo para ter minha amiga de volta’

Posted by victorsxavier em janeiro 5, 2010


Amiga de Yumi: ‘Não conseguia me mover e respirar’Natasha, amiga da filha dos donos da pousada, ficou duas horas soterrada

‘Gostaria de ter dito a Yumi que a amava antes de desejar boa noite’. O desabafo é de Natasha Fernandes Marcondes, 18 anos, uma das sobreviventes da tragédia da Ilha Grande e melhor amiga de Yumi há oito anos. As duas estudaram juntas desde o Ensino Fundamental em Angra dos Reis e não se viam desde julho. A dor da perda é tanta que a dura realidade está difícil de ser percebida por Natasha, que insiste em falar da amiga no tempo presente, como uma forma de preservá-la em vida.

Natasha conta que chegou a Angra dia 28, junto com a filha dos donos da pousada, e o resto do grupo chegou depois. Andaram de caiaque, tocaram violão, mergulharam e trocaram muitas risadas. Momentos antes da tragédia, comemoraram o Ano Novo com uma festa. Animados com a entrada de 2010, os amigos foram mergulhar. Natasha não foi.

“Fiquei no telefone. Quando voltei para o quarto, eles já tinham tomado banho e Yumi estava no colchão. Perguntei se ela queria deitar na cama, já que ela já tinha dormido no chão no dia anterior. Ela não quis. Fico me perguntando: será que se eu tivesse ido pro mar com eles, não teria evitado a tragédia?”.

Os amigos trocaram boa noite foram dormir. Chovia muito. Quinze minutos depois de Natasha fechar os olhos, ouviu um estrondo, mas achou que era um trovão. “É inexplicável. Comecei a me sentir muito apertada, não conseguia respirar nem me mover. Sentia um peso grande, até que ouvi um grito de socorro. Foi então que tive certeza de que aquilo estava acontecendo: eu estava soterrada. Só meu braço aparecia. Tentei tirar os escombros, mas não alcancei”, disse a jovem. Segundo ela, foram duas horas de terror até ser resgatada pela Defesa Civil. Ela foi retirada com escoriações e não sentia o braço esquerdo. Os vasos sanguíneos dos olhos estouraram.

“Pensava nos meus pais, pensava que ia perder o braço, as pernas. Ainda sinto dores e tenho dificuldade para dormir. Fico tendo pensamentos estranhos. Nunca imaginei que isso fosse acontecer comigo, e muito menos com a Yumi”, emociona-se. Para Natasha, Yumi deixa uma grande lição: o amor à vida. “Minha amiga viveu intensamente. Ficarei para sempre com essas alegres lembranças, mas triste de não tê-la comigo novamente”.

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